História da Apicultura

A Apicultura nos Primórdios da Humanidade

Inicia-se com os Egípcios
Acredita-se que a história da apicultura começou com os egípcios.
No começo, há cerca de 4.400 anos atrás, eles começaram
a colocar abelhas em potes de barro.
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Há quase 20 milhões de anos
Algumas pesquisas mostram que as abelhas sócias já faziam e
estocavam mel há quase 20 milhões de anos, e isso é bem mais do
que os seres humanos estão aqui na terra. Isso sim é Apicultura!
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O papel sagrado das abelhas
Com isso, várias lendas e cultos surgiram a partir desses insetos.
Assim, mais tarde passaram a assumir até uma grande importância
econômica, sendo consideradas um símbolo de poder.
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A história da Apicultura inicia-se com os egípcios

  • Acredita-se que a história da apicultura começou com os egípcios. No começo, há cerca de 4.400 anos atrás, eles começaram a colocar abelhas em potes de barro. Assim, deixando-os perto da residência do produtor. Mas esse tipo de cultivo era muito parecido com a caça primitiva do mel, onde prejudicavam e até matavam o enxame, para a extração dos produtos.
  • Apesar dos egípcios serem considerados os pioneiros na criação de abelhas, a palavra colmeia vem do grego, pois os gregos colocavam seus enxames em recipientes com forma de sino feitos de palha trançada, nos dias de hoje chamado de colmo.
  • O homem no passado apenas extraia o mel das colmeias das abelhas, e tendo que procurar e localizar enxames, que ficavam muitas vezes em locais de difícil acesso, apresentando um grande risco para as pessoas que tinham que ir recolhê-lo. Ainda não sabiam como separar os outros produtos da colmeia do mel, assim ingerindo uma mistura de algumas abelhas, mel, pólen, crias e cera. Era bem comum os enxames morrerem ou fugirem, o que obrigava os homens a procurar e extrair o alimento de outros ninhos.

"Algumas pesquisas mostram que as abelhas sóciais já faziam e estocavam mel há quase 20 milhões de anos, e isso é bem mais do que os seres humanos estão aqui na terra".

O papel sagrado das abelhas

  • As abelhas tinham um papel sagrado para várias civilizações. Com isso, várias lendas e cultos surgiram a partir desses insetos. E assim, mais tarde passaram a assumir até uma grande importância econômica, sendo consideradas um símbolo de poder.
    Nessa época, muitos produtores já não suportavam ter que matar suas abelhas para coletar o mel e vários estudos começaram a ir para esse sentido. O uso de recipientes horizontais e com comprimento maior que o braço do produtor foi uma das primeiras tentativas. Nessas colmeias, para colheita do mel, o apicultor jogava fumaça na entrada da caixa, fazendo com que todas as abelhas fossem para o fundo, inclusive a rainha, e depois retirava somente os favos da frente, deixando uma reserva para as abelhas.
  • Alguns anos depois, surgiu a ideia de se trabalhar com recipientes sobrepostos, em que o apicultor teria que remover a parte superior, deixando uma reserva para as abelhas na caixa inferior. Embora resolvesse a questão da colheita do mel, o produtor não tinha acesso à área de cria sem destruí-la, o que impossibilitava um manejo mais racional dos enxames. Para resolver essa questão, os produtores começaram a colocar barras horizontais no topo dos recipientes, separadas por uma distância igual à distância dos favos construídos. Assim, as abelhas construíam os favos nessas barras, facilitando a inspeção, entretanto, as laterais dos favos ainda ficavam presas às paredes da colmeia.
  • Em 1851, o Reverendo Lorenzo Lorraine Langstroth verificou que as abelhas depositavam própolis em qualquer espaço inferior a 4,7 mm e construíam favos em espaços superiores a 9,5 mm. A medida entre esses dois espaços Lorenzo Langstroth chamou de “espaço abelha”, que é o menor espaço livre existente no interior da colmeia por onde podem passar duas abelhas ao mesmo tempo. Consiste em permitir que a abelha trabalhe dos dois lados do favo. Tal caixa ainda é utilizada nos dias de hoje.
  • Essa descoberta simples foi uma das chaves para o desenvolvimento da apicultura racional. Inspirado no modelo de colmeia usado por Francis Huber, que prendia cada favo em quadros presos pelas laterais e os movimentava como as páginas de um livro, Langstroth resolveu estender as barras superiores já usadas e fechar o quadro nas laterais e abaixo, mantendo sempre o espaço abelha entre cada peça da caixa, criando, assim, os quadros móveis que poderiam ser retirados das colmeias pelo topo e movidos lateralmente dentro da caixa. A colmeia de quadros móveis permitiu a criação racional de abelhas, favorecendo o avanço tecnológico da atividade como conhecemos hoje.

A sabedoria das abelhas!

Introduzida no Brasil em 1839

  • Introduzida no Brasil em 1839, atividade passou por vários problemas até se tornar boa opção aos agricultores brasileiros.
  • A atividade apícola teve início no país em 1839, quando o padre Antônio Carneiro trouxe algumas colônias de abelhas da espécie Apis Mellifera da região do Porto, em Portugal, para o Rio de Janeiro. Outras raças da mesma espécie foram introduzidas posteriormente, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, por imigrantes europeus.
  • Com a introdução da abelha africana (Apis Mellifera Scutellata) em 1956, a apicultura brasileira tomou um novo rumo, de forma acidental: essas abelhas escaparam do apiário experimental e passaram a se acasalar com as abelhas de raça europeia, formando um híbrido natural chamado de abelha africanizada.
  • A agressividade dessas abelhas causou, inicialmente, um grande problema no manejo dos apiários e muitos apicultores abandonaram a atividade. Somente após o desenvolvimento de técnicas adequadas, nos anos 70, a apicultura passou a crescer e se expandiu para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
    Desta forma, a história da apicultura brasileira pode ser resumida em três etapas:
  • Primeira etapa ou período de implantação da apicultura no país – entre 1839 a 1955.
  • Segunda etapa ou período de africanização dos apiários e das colônias na natureza – iniciou-se intensamente a partir dos primeiros enxames africanos, importados em 1956, continuando ao longo dos anos, com menos intensidade.
  • Terceira etapa ou período de recuperação e expansão da apicultura brasileira – muito marcante, teve início em 1970, ocorreu o Primeiro Congresso Brasileiro de Apicultura.